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Olá! Parece que os caminhos da internet te trouxeram até o Hishoku no Sora, um blog pessoal sem fins lucrativos. Aqui, a única regra é aproveitar a estadia! Puxe uma cadeira e fique à vontade :D A tia Shana tentará te recepcionar da melhor maneira possível!

The Doll
Kawasumi Shana tem 23 anos de história, e soma +1 todo dia 7 de fevereiro - portanto, ela é aquariana. Adora música, mangás, animes, filmes e livros. Odeia insetos, injeções e filmes de terror, é contraditória e tem um parafuso a menos - mas é uma pessoa até que interessante. Ou não. more?


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Resenha | Helter Skelter

Uma palavra antes de começarmos: risos e gritos soam muito parecidos.

Helter Skelter é um mangá Josei (+18), de autoria de Okazaki Kyoko, cuja história dança entre o drama psicológico e o terror. Publicado na Feel Young (Paradise Kiss, Usagi Drop) de 1995 à 1996, foi compilado em um único volume em 2003. O título recebeu o prêmio de excelência no Japan Medias Artes em 2004 e recebeu o Prêmio Cultural Osamu Tezuka, no mesmo ano. Um live-action baseado na história foi lançado em 2012, dirigido por Mika Ninagawa (Sakuran, Helter Skelter). O mangá foi licenciado pela NewPop no Brasil, com data de lançamento ainda a definir.
A história gira em torno de Ririko (Liliko), uma modelo e pop idol que tornou-se o ícone da beleza no Japão. Para tanto, ela foi submetida a um extenso processo de cirurgias plásticas e tratamento estético. Seu corpo, contudo, incapaz de suportar o peso das cirurgias, começa a sofrer as consequências, e pouco a pouco sua saúde física e mental desmorona, rumo a um assustador e inevitável fim.
Quando estou sozinha, eu sinto que serei esmagada.
Quando estou sozinha, eu começo a perder meu controle sobre as coisas.
Quando estou sozinha, eu só não sei o que está acontecendo.
"Isso" aparece dentro da minha cabeça, e "isso" cresce, maior e maior, até que eu eventualmente sou devorada pela coisa.
O mangá segue por uma narrativa muito interessante. O enredo se desenrola, e descobrimos o  que está por trás das aparências pouco a pouco. A narrativa intercala-se entre um narrador desconhecido e a própria Ririko, que misturam-se em cada capítulo, dando um clima quase de livro mesmo - quase como se fosse uma biografia. Quanto à narração, tenho fortes motivos para pensar que quem conta a história no fim das contas é o Kin-chan, o maquiador da modelo, mas ele nunca fica especificado anyway. Em parte, acho que o mangá traz uma crítica ao mundo da moda, beleza e estética, ao mundo o entretenimento e, de uma certa maneira, às exigências que nós próprios fazemos uns do outros. 
Comumente, acham-se as celebridades extremamente fascinantes...
Porque a celebridade é como um câncer; um tipo de deformidade.
Helter Skelter é, segundo o Wikipedia, uma espécie de tobogã em formato espiral. E o título cabe como uma luva na história: Helter Skelter é uma viagem ao poço sem fundo que é a podridão do ser humano. Ouso dizer que o enredo tem um toque meio Cisne Negro, mas talvez um pouco pior. No mangá inteiro não há nenhuma cena visualmente forte, mas eu fiquei bem tensa enquanto lia - sempre esperando "o pior", de uma certa maneira. Conforme os capítulos passam, Ririko vai perdendo a sanidade, ao mesmo tempo que mantém-se extremamente sã quanto a sua situação: seu corpo está podre, assim como ela mesma. Em alguns pontos, ela faz certas referências à loucura, embora penas nomeie que tem "algo" dentro dela que "está acabando".
Eu ouço um som dentro de mim.
Eu ouço alguma coisa fazendo tique-taque dentro de mim.
Eu ouço um som me dizendo para me apressar.
Esse som...
É o som de alguma coisa terminando dentro de mim.
Eu não sei dizer o que poderia estar acabando dentro da Ririko. A vida, o prazo de validade enquanto modelo e pop idol, a própria sanidade dela que se esvai a cada dia que passa. A cada capítulo o mangá desce mais e mais fundo nessa situação desconcertante, pois ao mesmo tempo em que a garota vai perdendo totalmente o controle da sua vida e da sua saúde (física e mental), ela ainda é a pessoa mais sã sobre o processo todo. Ela sabe o que está acontecendo, ela sabe pra onde está indo e que não tem mais volta.
Porque eu só quero brincar com o meu corpo.
E eu quero me divertir arruinando outras pessoas completamente.
Eu não posso evitar, sabe? Porque eu estou sendo completamente arruinada por outras pessoas também.
Pouco depois de publicar o último capítulo do mangá, a autora, Okazaki Kyoko foi atropelada por um motorista alcoolizado, e feriu-se bem gravemente. A obra termina de uma maneira bem conclusiva, na minha opinião, mas a última página dá a entender que será produzida uma continuação. Procurei bastante, mas a autora nunca continuou a história - inclusive, o volume com a história completa não foi retocado nem revisado por ela, segundo uma nota da editora. Independente se foi especulação ou não, a história de Ririko parece acabar por aqui.
Helter Skelter, por fim, é quase um terror psicológico. Ele não assusta, mas perturba. É um pouco confuso lidar com toda a informação, e é impossível se identificar com qualquer um dos personagens. O que fica, no fim da história, é que todos somos meio monstruosos por dentro, movidos por nossos desejos e, às vezes, as pessoas podem ir mais longe do que é possível pra realizá-los.

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Written by Shana | quarta-feira, 24 de agosto de 2016 |7 Comentários | link to this post

Layout Novo | ENAMEL

Saudações, caríssimos leitores! Se os olhos de vocês estiverem bons, devem ter percebido umas cores diferentes por aqui - sim, estamos de cara nova! Eu vos apresento o misterioso layout, que eu já tinha anunciado por aqui, mas acabei trocando mais rápido do que esperava. Modéstia à parte, estou nas alturas com ele e mal consigo acreditar que o fiz, porque ficou maravilhoso! Exatamente como eu tinha imaginado de início *w* Ele é totalmente inspirado em Kuroshitsuji: Book of Circus, e eu tentei usar imagens só desse arco. Assim que assisti o anime, fiquei me coçando pra fazer um layout com a música da abertura (ENAMEL do Sid) - aliás, é uma das melhores aberturas de anime, na minha opinião, muito dentro do tema e com aquele charme sombrio que Kuroshitsuji traz. Demorei muito pra encontrar as imagens que queria, cheguei a desistir do layout, mas acabei descobrindo um efeito bacana sem querer enquanto editava alguma coisa no photoshop e TCHARAM! Layout fabuloso de Kuroshitsuji passando na sua timeline blogosfera ♥
Enquanto trabalhava nesse layout, resolvi procurar uns efeitos diferentes e fui testando uma série de coisas pra ver como ficava. Estou particularmente em êxtase com as bordas decoradas e muito satisfeita com o button - além, é claro, das bordinhas onduladas na data dos posts. Num geral, estou me sentindo muito criativa com essa versão! Além das aventuras no CCS, também testei algumas coisas diferentes na edição das imagens - fazia um bom tempo que eu não criava algum "cenário" com texturas e pincéis, e esse layout veio pra esbanjar minhas habilidades de design na minha própria cara. É muito raro eu visualizar um layout e ele terminar exatamente como estava no plano original, e vocês não fazem ideia do quão realizada eu estou me sentindo! ;w;/
Um ponto importantíssimo é a música - como eu disse, essa versão é toda inspirada na abertura de Kuroshitsuji: Book of Circus, que é de longe minha adaptação favorita do mangá, pois além de contar com uma personagem que eu adoro (a Doll), os figurinos são esplêndidos, a animação é maravilhosa, com todas aquelas cores brilhantes, além do tema circense me atrair muito. ENAMEL é uma abertura que eu nunca consegui pular ou minimizar o player enquanto passava, porque eu sempre queria vê-la, de tão maravilhosa que ela é - assim, para melhor experiência das sensações provocadas pelo layout, recomendo escutá-la ♥
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Written by Shana | sexta-feira, 19 de agosto de 2016 |8 Comentários | link to this post


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