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Saudações, visitante! Neste momento, você se encontra no Hishoku no Sora, um blog pessoal sem fins lucrativos. Aqui se fala de tudo um pouco, então fique à vontade!
A versão atual é inspirada no filme Corpse Bride, de Tim Burton - estrelando a protagonista Emily ♥

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Kawasumi Shana, 24 anos e contando +1 todo dia 7 de fevereiro - logo, sou toda aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não. more?

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Hishoku no Sora
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Halloween: símbolos e tradições

Saudações e maldições a todos os leitores! Venho desejar-lhes um horripilante e tenebroso Halloween! E claro, mantendo a nossa tradição dos últimos anos, o post de hoje é dedicado a celebrar e entender um pouco melhor essa data~
Aqui no Brasil, o Halloween é comumente celebrado nas escolas de idioma, majoritariamente nas de inglês. Quem aí nunca foi numa festinha de Dia das Bruxas no curso, ou foi convidado por algum amigo que estudava numa dessas escolas especializadas, hm? Apesar disso, o Halloween tem origem Irlandesa, nascido da tradição Celta - e tem toda uma simbologia, coisa que eu já mencionei aqui.
Indo mais além da simbologia da data, 31 de Outubro, temos também vários itens, animais e cores que são invariavelmente associados ao Dia das Bruxas - nome que a festividade recebeu da Igreja Católica, ao ser considerada uma "festa pagã" -, como os caldeirões, as abóboras e os gatos pretos. Segundo o E-Dublin, na cultura irlandesa todos estes itens tem um motivo para associarem-se ao Halloween, e é justamente isso que vamos conferir agora!

♦ Velas: as luzes de velas servem para indicar o caminho aos espíritos - lembrando que a Noite de Halloween é a véspera do Dia de Todos os Santos, na qual os espíritos estariam vagando pela terra. Acho que ela pode ser associada também ao Jack O'Lantern, o bêbado que tentou enganar o diabo e, ao morrer, não foi aceito nem no céu, nem no inferno. Condenado a vagar pela Terra eternamente, Jack recebeu do diabo uma brasa de carvão pra iluminar o caminho - a qual ele colocou em um nabo esculpido, pra usar de lanterna. As abóboras com velas e caras horripilantes seriam para espantar Jack e os demais espíritos que vagam pela noite - e você aí achando que era só uma decoração pra deixar o ambiente mais bacana, né?

♦ Aranhas e Morcegos: as teias de aranha simbolizam os fios do destino na cultura celta, e o meio da teira representaria o "suporte para seguir em frente". Já os morcegos representam a clarividência, pois o animal é capaz de captar campos magnéticos por meio da própria sensibilidade e energia, sendo assim capaz de enxergar além das aparências. Numa noite onde os espíritos vagam entre os vivos, parece uma habilidade bem interessante, não?

♦ Cores: as tonalidades mais populares do Halloween não são obra do acaso também. O laranja simboliza a vitalidade, energia, e os celtas acreditavam que os espíritos aproximavam-se de quem vestia essa cor para "sugar-lhes a energia". Já o roxo simboliza a magia, enquanto o preto era a cor utilizada por magos, bruxas e sacerdotes. 

♦ Gato Preto: infelizmente o bichano não tinha boa fama por conta das lendas associadas a ele. Algns acreditavam que as Bruxas se transformavam em gatos pretos, enquanto para outros os felinos eram os espíritos dos mortos. Talvez por isso até hoje algumas pessoas tenham uma imagem negativa do coitadinho D: 

♦ Trick or Treat: eu já contei pra vocês sobre a tradição dos "bolos de alma" que originou essa brincadeira, mas parece que na Irlanda temos outra versão dela! Durante as festividades de Halloween, crianças visitava as casas, com vestimentas exuberantes, pedindo provisões em nome da deusa Muck Olla. Aparentemente, na cultura celta acreditava-se que a única maneira de apaziguar os espíritos era oferecendo comida a ela e, quem não colaborasse, sofreria com as travessuras da deusa. Talvez a versão dos "bolos de alma" seja, então, originada já da tradição católica - afinal, eles praticamente incorporaram a festividade dentro do Dia de Todos os Santos/Dia de Finados, não é mesmo?

Confesso que eu fiquei surpresa ao descobrir algumas dessas coisas, e principalmente em saber que mais do que uma série de lendas e brincadeiras, cada elemento do Halloween parece ter uma religiosidade especial, própria da cultura de da qual originou-se o Dia das Bruxas. Sempre que estudo o Halloween, acabo me deparando com uma série de crenças mitológicas, e acho que isso só aumenta mais e mais meu interesse nessa festividade. Só acho uma pena que essas tradições vão se perdendo com o tempo - ainda bem que temos a história pra nos lembrar disso tudo! E vocês, leitores? Sabiam de alguma dessas simbologias? :3 
Esse é o nosso post especial de Halloween! Espero que os espíritos assombrem vocês nesta noite, e que vocês durmam ao som das risadas das bruxas que vagam por aí! Tenham um tenebroso e horripilante Dia das Bruxas! \o/ 

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By Shana • sábado, 31 de outubro de 2015 • 9 ComentáriosLink to this post

Resenha: The Babadook
O Halloween está chegando, e nada melhor que ir entrando no clima do terror e das trevas, não é mesmo?
Embora eu tenha dito diversas vezes aqui que eu odeio filmes de terror, a resenha de hoje é justamente desse gênero. O mundo é esse lugar maravilhoso onde as coisas mais loucas acontecem, não é mesmo? Mas acalmem-se, para tudo há uma razão: o filme foi exibido no cine da faculdade, eu estava super curiosa quanto ao enredo graças à Erika - além de que uma professora que eu adoro e admiro muito foi a debatedora do filme, então eu precisava ir. Vejam bem, foi mais forte que eu.
Assistir a esse filme foi uma experiência de puro terror mesmo (já que eu sou cagona pra caramba), mas a história é tão, tão boa que eu preciso resenhar aqui pra vocês!


Ano: 2014
Direção: Jennifer Kent
Duração: 94min

Bom, The Babadook conta essa história de uma mãe solteira e seu filho, que tem uma série de problemas comportamentais. Amelia é mãe solteira, e o garoto, Samuel, parece ter um medo de monstros bem fora do comum, o que transforma a vida dela em um inferno - o guri dá problemas na escola, não dorme e consequentemente não deixa sua mãe dormir, entre uma série de outras coisas. Na tentativa de acalmá-lo, ela costuma ler livros pra ele antes de dormir, contudo, a situação parece sair ainda mais do controle quando eles encontram um livro infantil chamado "The Babadook", com umapegada meio assustadora.
The Babadook não é o tipo de terror que abusa de imagens fortes e músicas típicas - na verdade, não é um filme onde você fica levando susto o tempo todo, ou onde morre gente o tempo todo. Trata-se de um terror psicológico, e se encaixa tão bem no gênero que não tem outra expressão pra descrevê-lo. Os movimentos da câmera, jogos de luzes e ruídos dão todo um aspecto de realidade ao filme, e eu diria que isso assusta mais do que ter um monstro transfigurado matando adolescente numa casa ou sei lá. Conforme o tempo passa, a situação vai ficando desesperadora, e você se vê em desespero, sem se mexer ou respirar. É o típico filme pra te deixar sem dormir (ou, ao menos, olhar com outros olhos pra ruídos dentro do guarda-roupa ou e baixo da cama).
A partir daqui, teremos spoilers. Eu sempre evito, mas dessa vez achei necessário.
Quando a Erika resenhou (e quando eu disse pra ela que assisti), ela me disse que odiou o Samuel - e eu acredito que ele seja bem insuportável mesmo. Mas analisando o filme do ponto de vista psicológico, The Babadook ilustra uma coisa: a loucura da Amelia, que acaba se refletindo no filho enquanto ela tenta parecer uma pessoa normal na sociedade normativa. Segundo minha linda professora, o Babadook na verdade é esse luto não elaborado, muito sofrido, da personagem, que toma a forma de um monstro que ela precisa enfrentar - e no fim, ele continua não-elaborado ao término da história, pois ela o coloca "no porão" da casa (que podia muito bem ser uma analogia da mente dela, então imaginem o drama).
Outra teoria que minha professora trouxe, e eu achei fantástica, é que a Amelia é escritora de livros infantis. Então, muito provavelmente, foi ela mesma quem escreveu o livro, ele não "apareceu" na casa. Mesmo no momento em que o livro reaparece na porta, todo colado, e conta a história que vai se desenrolar, podemos facilmente identificar os desejos da personagem ali. Se eu fosse analisar isso, eu diria que essas coisas "sem explicação" acontecem durante seus surtos psicóticos - que ela, claro, não lembra, então eles obviamente não aparecem.
No fim, o personagem chave do filme acaba sendo o Samuel, que tem a função de conter a mãe em sua loucura - e no fim, ele faz isso o tempo todo, mesmo nos seus momentos de birra. Eu percebo a Amelia como uma pessoa apagada, em transe, que se desliga da vida, e é o Samuel quem a faz agir, fazer alguma coisa, ainda que seja chorar pro médico e pedir remédios pro garoto dormir. Isso só fica claro quando o Babadook chega na casa, e Samuel tenta salvá-la o tempo todo - quando ele diz que vê o Babadook e pede pra mãe "não deixá-lo entrar", ele está nitidamente se referindo a esse luto, essa depressão, esse monstro que já está dentro dela e o garoto está realmente tentando salvá-la. Mesmo nos momentos finais, quando ele aparece com todo um arsenal e faz umas loucuras pra tirar o Babadook da mãe, isso é nitidamente a forma que ele aprendeu a amar e proteger alguém - gente, o garoto tem problemas, mas ele tem uma mãe psicótica. Eu não esperaria menos.
Aqui os spoilers acabam. Por fim, eu quero destacar a atuação absolutamente incrível dos atores principais que, meu deus, é um show à parte. Tanto o garoto que interpreta o Samuel quando a mulher que faz Amélia conseguem fazer caras, bocas, expressões e gestos que contribuem para a montagem do filme, e acho que outras pessoas não teriam encarnado isso melhor. Pra terminar, eu - por mais absurdo que isso soe pra vocês, e está soando pra mim, eu garanto - recomendo o filme pra todos que curtem uma história angustiante e assustadora - ou para aqueles que querem dar uma espiadinha nos terrores que habitam a mente humana em situações desesperadoras como a do filme, porque garanto pra vocês que é bem assim que funciona. 

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By Shana • domingo, 25 de outubro de 2015 • 3 ComentáriosLink to this post

Objetos que falam por mim

Saudações, jovens mortais!
Visto que outubro é o mês das Bruxas, já era esperado que o Círculo Secreto daria o ar de sua graça por aqui no Hishoku, não é mesmo? Em assembléia do Coven, ficou decidido democraticamente que desta vez falaríamos sobre objetos que falam por nós - optei por selecionar aquelas coisas que só de olhar, as pessoas já lembram de mim, independente da relação ou das memórias associadas a elas.
Tem uma série de coisas que eu podia listar aqui, que geralmente levam as pessoas a lembrarem-se de mim: o Jack Skellington, por exemplo, ou pandas, ou a Pucca, ou mesmo a cor azul, mas como nenhum deles eram objetos propriamente ditos, eu optei por desconsiderá-los. Sigam-me os bons, e vejam o que eu selecionei para a blogagem coletiva deste mês maravilhoso!
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By Shana • domingo, 18 de outubro de 2015 • 8 ComentáriosLink to this post

Feriado é bom em qualquer idade
Saudações, leitores! Primeiramente, feliz dia das crianças pra vocês, porque eu não sou mais, e no fundo sei que a maioria de vocês também não é, mas todo mundo pode aproveitar o feriado à vontade. Principalmente com essa chuva maravilhosa que vem caindo sem dó nem piedade esses dias - melhor feriado possível, sem nenhum eufemismo nem ironia! Adoro o clima frio e úmido, e ainda pude dormir maravilhosamente nesses últimos dias, coisa que eu ando tendo trabalho pra fazer (o que nem é mais novidade por aqui, mas enfim né).
Desde que voltei das minhas férias, parece que a faculdade ficou ainda pior - parafraseando uma amiga, "eu ainda tô esperando o 4º ano ficar mais calmo igual os veteranos disseram que ficaria". Uma das razões pra essa correria toda é que a partir da minha turma, passamos a ter 2 disciplinas a mais em todas as ênfases do curso, o que nos leva a ter menos tempo livre na semana. Pelo menos as disciplinas são interessantes... Nesse semestre estou particularmente adorando as disciplinas de educação, apesar dos professores virem com umas coisas de ler textos em espanhol, fazer contribuições em slides online e coisas do tipo, mas o conteúdo em si é bem interessante.
Depois de voltar às aulas, eu acho que dei uma diminuída considerável nos meus hobbies, mas aproveitei os finais de semana pra ler muitos mangás. Li uma infinidade de shoujos curtinhos - curtinho sendo coisa de no máximo, 15 capítulos, vejam bem - e foi até interessante porque descobri novas autoras pra acompanhar, e outras pra passar longe, hahaha! Nesse contexto, eu estava conversando com a Mitsu sobre como eu odeio quando os mangás demoram pra serem traduzidos, e que eu me perdia no meio dos capítulos e acabava abandonando várias leituras. Foi aí que ela me recomendou o MyAnimeList - que embora eu já conhecesse, não sabia que era possível colocar coisas como quais mangás você está lendo, quantos capítulos leu e mesmo a data de início e término da leitura! Fiquei encantada, fiz meu cadastro e estou atualizando-o loucamente, toda semana! ♥ Acho que agora sim eu achei uma rede social que é a minha cara, estou toda feliz olhando pra minha lista de leituras toda organizada~ A propósito, se algum de vocês tiver um MAL, me adicionem!
Nessa de organizar listas e ler mangás, eu resolvi que queria algum título longa pra ler, mas não estava encontrando nenhum interessante - claro que, aqui, estou me referindo a títulos já completos, pois já estou acompanhando uns 10 mangás em andamento no Japão. Daí eu procurei lembrar de animes que não adaptaram o mangá por completo e acabei me decidindo por Ouran Koukou Host Club, já que na época que assisti o mangá ainda estava rolando e eu nunca soube com quem a Haruhi ficaria no final (e acho bom que meu shipp se concretize, ou tamancos vão voar!). Por enquanto ainda não peguei o ritmo da leitura, mas a Tenie já me garantiu que as coisas vão melhorar, então estou com expectativas uwu
Aproveitei também o combo de fim de semana + feriado para decorar o blog pro Halloween ♥ Afinal, halloween é uma das minhas datas comemorativas preferidas do ano, então temos que estar vestidos de acordo! Me diverti à beça escolhendo pixels bonitinhos, então espero que tenham gostado tanto quanto eu *w* Claro, eu poderia ter feito um layout temático, mas eu já disse hoje que a faculdade está sendo mais puxada que o comum, não? Isso somado ao fato de que eu peguei mais pacientes no estágio, e embora seja o máximo - já mencionei que amo meu estágio? -, demanda tempo, então tempo livre está em falta mesmo.
Pra encerrar, hoje eu tenho duas divulgações pra fazer. A primeira é o blog da Hannah Mila, que mais uma vez conquistou o 1º Lugar no Emotion Contest (vocês se lembram dele? Pois é, estava rolando), então aproveitem para visitar o Meu Mundo e descobrir o que é que a Hannah tem #PiadaInfame

Meu Mundo -

A segunda divulgação é do My Dear Award! Nesse momento, está rolando uma votação, e o Hishoku está competindo em todas as categorias - que tal vocês, ilustríssimos leitores, demonstrarem seu amor votando na gente? Claro, vocês só votam se quiserem, até porque você pode só estar de passagem aqui e eu já toda na intimidade vindo pedir favor.



E no fim, é isso. A partir de agora eu vou dar uma pausa nas resenhas (até porque eu acabei postando três na sequência), embora eu sinta que desaprendi a fazer post pessoal. Mas, bom, a gente lida com isso, a gente vem lidando com a minha inconstância há tanto tempo já. uwu
Beijos pra vocês, leitores! E até a próxima ♥

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By Shana • segunda-feira, 12 de outubro de 2015 • 10 ComentáriosLink to this post

Shakugan no Shana: 10 ANOS!

Há exatos 10 anos, no dia 06 de Outubro de 2005, uma quinta-feira, estrelava nas telinhas japonesas o primeiro episódio de Shakugan no Shana, a história da caçadora de cabelos e olhos ardentes e sua saga para cumprir a missão de proteger o equilíbrio entre dois mundos - o nosso, dos humanos, e Guze, terra de seres poderosos que alimentam-se do poder de existência dos seres humanos. Ainda nesse ano, cerca de 15 episódios depois, eu conheci esse anime, e a personagem pela qual até hoje sou perdidamente apaixonada, da qual inclusive tomei emprestado o nome: a Flame haze do Chama dos Céus, Caçadora de Cabelos e Olhos Ardentes, a garota sem nome que foi batizada de "Shana" graças à sua longa espada, Nietono no Shana.
Shakugan no Shana foi o primeiro anime que eu baixei pra assistir. Nossa história começa comigo passeando na internet em busca de imagens, quando me deparei com este wallpaper aqui - que, bom, eu achei fofo. Assim que descobri o nome da série, comecei a procurar por mais e mais imagens, e de primeira me apaixonei pela protagonista - linda, forte, aparentemente ahazando por aí com uma espada longa e um sobretudo negro. Pra mim, em 2005, quando a maioria das protagonistas femininas que eu conhecia eram garotas inocentes, apaixonadas e atrapalhadas, a Shana apareceu pra mim como uma heroína, uma imagem de força que eu, em meus 12 anos de idade, estava precisando. Uma garota baixinha, meiga e bonita, mas que era forte, independente e destemida, capaz de proteger a si mesma e àqueles com quem se importava. Era esse tipo de garota que eu queria ser.
Muitas imagens, avatares no MSN e vídeos no youtube depois - que, diga-se de passagem, era um serviço que estava começando a andar na época - eu decidi que precisava assistir esse anime. Encontrei-o legendado em alguns fansites (na época, baixei no finado Anime TNT) e lembro de quase implorar pro meu pai instalar o real player no computador pra que eu pudesse finalmente baixá-lo. E não me decepcionei nem um pouco: minha paixão à primeira vista virou amor pra vida toda, e por mais inocente - ou bobo mesmo - que possa parecer, eu encontrei naquela animação, de míseros 24 episódios, a motivação que eu precisava pra enfrentar os meus problemas de pré-adolescente - ainda que isso não faça o menor sentido pra maioria de vocês.
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By Shana • segunda-feira, 5 de outubro de 2015 • 9 ComentáriosLink to this post

Resenha: Taiyou no Ie

"Antigamente, esse lugar era como uma casa de magia. Certamente deveria haver um mago invisível morando aqui, num lugar tão cheio tanto de lágrimas quanto de risos."

O que uma garotinha pode fazer quando sua mãe deixa seu pai por outro homem? Ou quando este pai se casa novamente, com uma mulher que também traz uma criança de outro casamento? Ou quando não há espaço pra ela nessa 'nova' família? Ou quando o seu amigo de infância a convida para ir morar com ele?
Taiyou no Ie (ou "Casa do Sol") conta a história da Mao, uma criança cujos pais tem um casamento complicado e que se vê literalmente sozinha a maior parte do tempo. Acostumada a jantar sozinha as marmitas da loja de conveniência, numa mesa grande demais pra uma criança tão pequena, ela não pode deixar de acreditar que existe mágica na casa da Família Nakamura, pois sempre que a convidam para jantar por lá, ela se depara com uma casa cheia de calor e amor. Infelizmente, a vida nem sempre nos traz surpresas boas, e quando o casal Nakamura morre num acidente e sua própria casa passa a não ter mais espaço pra ela, Mao percebe não haver mais um lugar pra onde ela possa correr e se refugiar dos excessos do mundo. Uma história sobre amor, sobre família e sobre muitas coisas que não cabem numa frase.
Como sempre, na primeira vez que olhei esse mangá ele ainda estava em lançamento, então eu li uns 10 ou 15 capítulos e abandonei. Recentemente, estava eu de boinha morrendo de tédio na internet e descobri que o último capítulo havia sido postado, então não tive dúvidas e comecei do começo mais uma vez. Não me arrependi! 
O mangá tem o traço bem simples e limpo, e a história é progressiva – embora não totalmente linear, pois são intercalados vários flashbacks na linha do enredo – que eu achei muito bacanas pra ajudar no entendimento das personagens. Embora o foco seja o romance (visto que é um shoujo), o pano de fundo é a família e as diversas questões que permeiam a relação familiar. Os conflitos entre personagens são muito reais e tudo é tratado com uma certa simplicidade, até, trabalhando muito a ideia de que as pessoas precisam conversar e deixar as coisas claras entre si, pois mal-entendidos às vezes podem separar mesmo uma família. 
Por questões pessoais, achei a história muito emocionante. Chorei em alguns pontos, inclusive. Pra ser honesta,eu acho que me faltam as palavras pra resenhar esse mangá, que traz tanta coisa e ao mesmo tempo eu não sei onde colocá-las – reverberou muito em mim, acho que é o melhor que posso dizer, e queria indicar a vocês justamente pela beleza e simplicidade (mas ele não é leve, então se você está numa vibe meio deprê, talvez não seja uma boa ideia). 
Por fim, duas curiosidades importantes: Taiyou no Ie venceu o 38th Kodansha Manga Awards como Melhor Shoujo, o que por si só podia te convencer a ler essa obra. Quanto à diferença de idade dos protagonistas... A princípio me incomodou um pouco, até que lá pro meio do mangá apareceu uma nota da autora contando que a diferença de idade entre a Mao e o Hiro é a mesma dos seus pais. Um belo dia, ela perguntou a eles se já haviam "sentido" a diferença, e responderam que não - contudo, depois a mãe dela contou pra ela em off que já tinha sentido sim, hahaha! Foi ai que ela resolveu fazer a história. Um amor, não?
Edit. Como muito bem lembrado pela Mitsu, eu, esperta, esqueci de colocar o número de capítulos! Taiyou no Ie tem 13 volumes e 50 capítulos, mais alguns capítulos extras. Não é exatamente curto, mas pra um tema dessa magnitude, 50 capítulos está de bom tamanho, não?
Enfim, espero que tenham se interessado pela história e, caso leiam ou já tenham lido, me contem como foi! ♥ Fico por aqui, ou eu começo a soltar altos spoilers (e acho um pecado gente, quero que vocês descubram as coisas e se emocionem como eu!). Um beijo a todos e até a próxima, queridos leitores!

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By Shana • sexta-feira, 2 de outubro de 2015 • 7 ComentáriosLink to this post


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