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A versão atual é inspirada na música "We Don't Talk Anymore", ilustrada por Jimin e Jungkook (BTS).

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Kawasumi Shana, 24 anos e contando +1 todo dia 7 de fevereiro - logo, sou toda aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não.more?

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Resenha | Desaparecido para Sempre

"Eu, é claro, fiquei arrasado quando soube da verdade [...] mas, mesmo assim - e sei que isso vai soar estranho -, de alguma forma sentia que tudo estava em ordem agora. No fim, a mais desagradável das verdades é preferível à mais bela mentira. Meu mundo agora era mais escuro, mas havia voltado aos eixos."
Will Klein, capítulo 58, página 314.

Eu sei. Não faz nem um mês que eu disse que não levo jeito pra resenhar livros. Fazem, na verdade, duas semanas, pra ser mais exata. Mas aí eu terminei de ler Desaparecido para Sempre, do Harlan Coben, e cá estamos nós. Olha André Vianco, você é meu autor predileto, mas tem é muita sorte que eu amo suas historias, pois temos aqui uma forte concorrência!
Num geral eu gostei de todos o livros que li do Harlan Coben, mas este, talvez, tenha sido o mais emocionante até agora. Nesta obra, Will Klein narra sua história, sobre como ele descobre, no leito de morte de sua mãe, que seu irmão mais velho está vivo. Ken está desaparecido há 11 anos - desde que uma vizinha, Julie, foi encontrada morta e ele acusado de seu assassinato. A família nunca considerou Ken culpado, mas a polícia discorda dessa teoria. Como se não bastasse a morte de sua mãe e esta revelação bombástica, a namorada de Will desaparece - e, a partir daí, é uma bomba atrás da outra.
A narrativa se divide em 1ª e 3ª pessoa. Coben costuma intercalar uma história "principal" com outros pequenos fragmentos que se conectam ao final dos livros, e aqui não é diferente. Na maior parte do tempo, é o próprio Will quem narra os acontecimentos - o que nos faz desenvolver uma certa simpatia por ele, e talvez traga também um carácter mais introspectivo ao enredo - e, em outros momentos, é o famoso narrador onisciente que nos conta o que acontece.
O livro é um romance policial, e o grande enigma fica bem nítido logo de cara: Ken não morreu, mas conseguiu ficar 11 anos fora do mapa. Como? E onde entre o desaparecimento de Sheila nessa história toda? Há uma nuvem de mistério que permeia toda a estória, e conforme são apresentadas novas personagens, as peças começam a se encaixar aos poucos. Will, o protagonista, gradativamente sai da posição de covarde passivo para um quase investigador, determinado a descobrir a verdade por detrás dos acontecimentos, ainda que não seja agradável.
No fim, o que mais me atrai nos livros do Coben é sua arte de me surpreender. Gosto de resolver mistérios e enigmas - adoro os seriados policiais, o suspense, elaborar mil e uma teorias diferentes e tentar encontrar a verdade escondida - talvez aí a gente encontre o meu amor pelas reviravoltas, os plot twists. E é justamente isso que traz esse caráter fantástico à escrita deste autor em especial: ele sempre, sempre me surpreende. Não importa o rumo que a história segue, as teorias que eu construo, quando você acha que tudo está explicado e falta só uma pecinha, VRÁ, a verdade na sua cara! Nunca consigo prever os finais que Coben escreve. Já li três livros dele e sempre, sem nenhuma exceção, fui surpreendida com seus desfechos imprevisíveis, inimagináveis e portanto absolutamente incríveis - ao menos pra mim, é claro. 
Encerro essa resenha, como na maioria das vezes, recomendando a obra. Leiam Desaparecido para Sempre. Preparem-se para um mistério atrás do outro, para se deparar com alguns dos piores seres humanos da ficção (e talvez da realidade também) e com uma das melhores e, ao mesmo tempo, piores armas da sociedade: a mentira.

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By Shana • domingo, 15 de maio de 2016 • 2 ComentáriosLink to this post

Filme | Simplesmente Acontece (Love, Rosie)
Ano: 2014 (BR)
Direção: Christian Ditter
Duração: 1h42min

Acordei cedo um dia desses, e resolvi que tinha tempo pra assistir um filme antes da supervisão. Dei de cara com Simplesmente Acontece no catálogo do Netflix, e parecia um desses romances bonitinhos e clichês - perfeito pra ver na minha cama, tomando chá de maçã num dia frio. Pegaram o cenário?
Percebam, tinha tudo pra ser um filme qualquer. Tinha. Não é.
Simplesmente Acontece (ou Love, Rosie no original) é um filme britânico, de 2014, estrelando Lily Collins e Sam Claflin nos papéis principais. Ele conta a história de Rosie e Alex, melhores amigos desde a infância, nitidamente apaixonados mas muito inseguros (ou cegos?) pra admitir. E seria mais uma história de amor qualquer se eles não estivessem tropeçando nas próprias vidas o tempo todo... 
Em termos de enredo, a história dos melhores amigos que se apaixonam é o melhor dos clichês, principalmente nas comédias românticas, mas a maneira como ela foi trabalhada nesse filme foi muito surpreendente. Real e humana, eu diria, com direito a muitos feels e reviravoltas. Como não procurei nada sobre o filme, não estava esperando nada do que acontecia; rolam altos plot twists, e houveram mil e um momentos em que eu queria socar tanto o Alex quando a Rosie no meio da cara, tamanha a minha frustração. Acho que isso é uma das coisas que faz esse filme valer a pena: a gente se identifica com a história desses dois, e tudo é dolorosamente real, todos os deslizes, todos os perrengues, todos erros e acertos: são coisas que qualquer um de nós faria na vida (se é que já não fez e quebrou a própria cara depois).


A trilha sonora é maravilhosa - digo, um filme que consegue tocar Fuck You da Lilly Allen e logo depois Suddenly I See da KT Tunstall só pode ser um filme bom! No soundtrack ainda tem nomes como Beyoncé e Elton John, e mais uma porção de músicas lindíssimas cujos intérpretes eu não conheço, mas vocês podem conferir todos eles aqui, nessa lista, e tirar suas próprias conclusões. Eu sei que, graças ao filme, eu conheci Littlest Things da Lilly Allen e estou apaixonada por essa canção desde então - logo, saí ganhando.
Quanto a fotografia, eu não manjo absolutamente nada dessas coisas, mas achei tudo lindo. As cores, as luzes, os enquadramentos, tudo era de uma simplicidade belíssima a meus olhos. Amei os cenários, os figurinos, as decorações, tudo nesse filme era lindo de se ver (eu achei, né). 
Em suma? Assista Simplesmente Acontece. Não espere um filme digno de Oscar, mas espere um romance divertido, realista, mas ainda assim doce em sua própria simplicidade. E claro, altamente recomendado assisti-lo na cama, bebendo chá, num dia frio. Melhores vibes!

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By Shana • segunda-feira, 9 de maio de 2016 • 5 ComentáriosLink to this post

Sobre livros? Minhas últimas leituras

Eu tinha intenção de atualizar mais cedo, mas minha semana é tão corrida que eu só consigo parar pra escrever no final de semana. Bom, faz parte da vida universitária (suponho). Mas não é disso que eu quero falar hoje.
Ano passado tentei retomar minhas leituras - até resenhei uns livros por aqui. Mas, depois de um tempo, eu descobri que não gosto de fazer post sobre livros. Tenho lido pouco (por gosto, porque de texto da faculdade eu tenho até overdose) e tá rolando uma ressaca literária faz uns bons anos. Ainda assim, ano passado consegui iniciar e terminar alguns títulos, mas já que não rola resenhar um por um, pensei em comentar brevemente essas leitras aqui no blog.
Todas as informações dos livros foram retiradas do Skoob, serviço que eu super recomendo para organizar a vida a fila literária de vocês ;)
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By Shana • domingo, 1 de maio de 2016 • 4 ComentáriosLink to this post


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