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Saudações, visitante! Neste momento, você se encontra no Hishoku no Sora, um blog pessoal sem fins lucrativos. Aqui se fala de tudo um pouco, então fique à vontade!
A versão atual é inspirada na música "We Don't Talk Anymore", ilustrada por Jimin e Jungkook (BTS).

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Kawasumi Shana, 24 anos e contando +1 todo dia 7 de fevereiro - logo, sou toda aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não.more?

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Memórias e vivências: Migrações à Mesa

Saudações tardias, queridos leitores! Estive sumida por um tempo considerável e não tenho nenhuma justificativa, então vamos pular direto para os assuntos interessantes - como vocês têm passado? Eu ando aos trancos e barrancos, mandando currículos, morrendo lentamente na minha cama com nada pra fazer e faxinando descompromissadamente ao longo da semana. Fiz poucas coisas no último mês e ando muito desanimada com a blogosfera, então acredito que a minha presença vai ser assim inconstante mesmo. Lidemos.
Pra variar um pouco a rotina e o clima de mesmice, eu resolvi passar uma semana na casa da minha vovó. Tenho uma ótima relação com minha avó paterna desde criança, e conversamos sobre basicamente tudo, então foi uma semana gostosinha. Ela me levou pra tudo quanto foi lugar: brechós, quermesses, cursos da terceira idade (nos quais fui apesentada para tantas vovós que perdi a conta, e acabei descobrindo que já era famosa entre elas) e ainda aproveitei pra levar minha avó até a Liberdade, lugar que ela sempre quis visitar. Ela adorou, claro, embora não tenha gostado de Takoyaki (herege!), mas tenha adorado comer anko e bolinhos de camarão.
Na quarta-feira, um dos grupos de terceira idade realizou uma excursão ao Museu da Imigração aqui em São Paulo - fica a uns 15 minutos de caminhada da estação Bresser-Mooca da CPTM. Eu nunca tinha visitado o lugar (que é maravilhoso, diga-se de passagem), e aproveitei o convite-aberto pra me enfiar no meio da excursão alheia.

De tudo o que vi por lá, me encantei com a exposição Migrações à Mesa. A proposta, muito amável, foi de reunir cadernos de receitas de famílias paulistanas, imigrantes de várias nacionalidades, e expor com um toque de familiaridade. Hoje em dia a comida é um grande mercado, muito explorado pelo capitalismo, e uma série de jovens sequer sabe cozinhar - embora tenhamos aí um grande boom de programas culinários. Em outros tempos, a comida era uma maneira de juntar as pessoas, e eu me lembro da minha mãe anotando receitas no caderninho dela (que eu uso até hoje) e ligando pra tias e avós perguntando "qual era mesmo aquele ingrediente daquele biscoito?" Pensando nessas tradições, o Museu da Imigração fez um trabalho fantástico - que eu obviamente registrei pra vocês, porque sou dessas.
Não se trata de uma exposição muito grande, considerando outros museus que visitei em São Paulo, mas ela tem um acervo considerável - principalmente se pensarmos que o caderno de receita da bisavó é algo muito precioso pra ceder-se assim para fins culturais. Ainda assim, a exposição é linda, feita com um carinho notável, desde a decoração ao cuidado dos objetos.


Nas paredes encontram-se histórias das famílias participantes, depoimentos dos familiares e uma árvore genealógica de cada família. Achei tudo muito lindo, esteticamente falando, e me peguei pensando na minha própria família enquanto lia cada depoimento. Além disso, nas paredes haviam tablets com os livros de receita escaneados - assim o visitante pode acessar as receitas das famílias, copiar, tirar foto, levar embora e testar em casa. Achei uma iniciativa bacanésima, principalmente pela ideia de disseminar uma cultura familiar que parece ir se perdendo com o tempo.


Abaixo do texto de cada família, vinham os cadernos - alguns tão velhinhos e frágeis que dava medo de olhar, ainda que pelo vidro. O que mais gostei foi a maneira como eles foram expostos, com utensílios e fotos das respectivas famílias. Haviam fotos antigas, documentos, recortes e alguns contavam com fotos mais recentes - era lindo, lindo mesmo!  


Haviam ainda, espalhados pela exposição, alguns utensílios de culinária antigos. Como eu estava com um grupo de velhinhos, era divertido ver as reações de cada um - alguns objetos as pessoas conheciam, tiveram iguais, e outros ninguém nunca tinha visto: pra descobrir o que eram, precisávamos olhar as legendas, e acabávamos nos surpreendendo (vocês já viram um batedor de manteiga? Pois ele existe, e é tipo assim).


Cada pedaço da exposição vai contando uma história - tanto pela idade e características dos utensílios, como pelos textos e lembranças de cada família. Ao olhar os cadernos, eu ficava imaginando as mulheres que escreviam neles - algumas de caligrafia bem bonita, outras mais rebuscadas, mas me peguei imaginando cada uma dessas mulheres, avós, mães, esposas, tomando nota dos ingredientes, fazendo o café da tarde, cozinhado com afeto. Lembrei muito de alguns momentos da minha infância e das tardes que passei na cozinha com a minha mãe, dos dias em que ela organizava seus cadernos de receitas com índice, em doces e salgados, com imagens, com cores diferentes... A exposição, por fim, trabalha muito com os afetos, e a gente acaba se deixando levar pelo cima e revivendo nossas próprias memórias!
Pra quem quiser saber mais, basta clicar aqui. A entrada do Museu da Imigração é R$ 10,00, tem a opção meia-entrada e é gratuito aos sábados - exceto esse mês, que está tendo festa!


Além de acompanhar minha avó em vários passeios e atividades (tipo cozinhar e fazer faxina, hahaha!), ganhei vários presentinhos dela ♥ Ela me deu uma bata lindíssima, e as demais coisas foram presentes que ela ganhou, mas não gostou ou não queria usar, e acabou me dando pra se livrar deles, hahaha! Eu adorei, principalmente porque meus cremes estavam acabando e agora não preciso me apressar pra comprar novos ♥ Que sucesso de vovó, não?
Fora essa semana de aventuras (porque minha vida é uma aventura constante), não houveram muitas emoções - meu sumiço foi pura falta de criatividade somada a um desânimo que está difícil de lidar. Pra não dizer que não fiz absolutamente nada, comecei a assistir um dorama na Netflix, chamado Hello, My Twenties (ou Age of Youth) e providenciei alguns episódios de anime pra assistir quando acabar o bendito. Também continuo minha aventura fujoshi pelas fanfics JiKook (e me surpreendo cada vez mais com a criatividade de algumas pessoas que, 100or, nada a declarar), e ainda aproveitei essa semana pra sair por aí com meu irmão entregando currículos em muitos lugares - porque somos jovens desempegados, mas perseverantes! A vida fica assim, passando, e eu vou tentando ver a paisagem enquanto ela segue, hahaha!
Hoje fico por aqui. Compenso minha ausência com fotinhos e post cultural, acho que valeu a pena a espera, não? Não? Ok. Lidemos. Beixos pra quem fica e até a próxima!

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By Shana • sexta-feira, 9 de junho de 2017 • 3 ComentáriosLink to this post


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