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Saudações, visitante! Neste momento, você se encontra no Hishoku no Sora, um blog pessoal sem fins lucrativos. Aqui se fala de tudo um pouco, então fique à vontade!
A versão atual é inspirada no filme Corpse Bride, de Tim Burton - estrelando a protagonista Emily ♥

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Kawasumi Shana, 24 anos e contando +1 todo dia 7 de fevereiro - logo, sou toda aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não. more?

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Hishoku no Sora
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A vida também deixa de acontecer...
Ponderei muito se eu queria ou não falar sobre isso nesse blog, mas eu queria justificar meu sumiço de alguma maneira. Ademais, estou cansada de fingir que está tudo bem e de ser tratada como se pudesse estar bem.
Meu pai faleceu no dia 5 de dezembro. Oficialmente, às 20h30 da noite. Mas nós o perdemos por volta das 19h23.
Curiosamente (ou não), ele operou o coração no dia 5 de dezembro de 2014. Saiu da cirurgia por volta das 20h30. Não me lembro o dia da semana. Ele dizia que era o novo aniversário dele, porque tinha "nascido de novo". Mas parece que 2017 não é um ano pra se celebrar, e a vida "nova" foi tirada de nós sem dó.
Faziam já quase 3 meses que meu pai estava no hospital. Quando foi internado, a doença já estava avançada e, ao ler a certidão de óbito, concluí que não havia muito o que ser feito. Acredito que a equipe médica fez o que pôde para que ele passasse os últimos meses com o mínimo de sofrimento possível. Na segunda-feira, dia 4, ele tinha ido até o HC, em São Paulo, pra fazer uma avaliação - candidato à transplante. A médica disse que não tinha certeza se o coração aguentaria a cirurgia, e pediu alguns exames.
Na terça ele já não estava plenamente consciente.
No fim, foi muito rápido. Chegamos ao hospital por volta das 15h, segurei a mão dele, disse a ele que o amava, que ele havia sido um excelente pai até onde pôde, que havia lutado muito e que eu sabia que ele estava cansado. Disse a ele que podia descansar.
Por volta das 16h, a equipe médica o avaliou e disse que a doença já havia alcançado o cérebro. O último estágio da disfunção hepática. "Quanto tempo?", minha mãe perguntou. "De hoje pra amanhã".
Amanhã nunca veio. Eram 19h23 quando eu e minha mãe subimos de novo no quarto, depois de revezarmos as visitas para que os familiares o vissem uma última vez. Não deu tempo. Chegamos ao quarto e meus primos estavam saindo e chorando, e a enfermeira que nos acompanhava entrou com um socorrista e fecharam a porta.
Meu pai morreu exatamente 3 anos depois de operar o coração.
A pior parte foi o velório. Vê-lo bem, saudável e sorrindo, rodeado por flores, dentro de um caixão, foi a pior visão que eu tive na vida. Antes vê-lo doente no hospital, brigando com minha mãe, reclamando de tudo e todos, do que vê-lo bonito, saudável e morto. Foi muito mais difícil me despedir dele dessa maneira. Foi muito mais triste.
Daí vieram os outros. Eu queria morrer um pouco cada vez que alguém me perguntava se eu estava bem - a resposta não é óbvia? - e devolver os pêsames e sentimentos sem desembrulhar - eu já tenho muito pesar e sentimentos e memórias e sofrimento comigo, não preciso de mais. Tive que ouvir muita coisa desagradável e desnecessária, e me perguntei porque as pessoas não podiam me poupar no dia em que eu estava me despedindo de uma das pessoas que mais amo na vida.
O resto é história. Voltar pra casa, escolher o que vai e o que fica, relembrar o que vai deixar saudade e encarar os vazios é muito difícil. Hoje foi a missa de sétimo dia, com direito a uma pequena homenagem, e foi como jogar mais àlcool numa ferida que vinha sarando muito devagar. A dor até passa, mas o vazio é pra sempre, e a saudade, no fim, dói.
Nesse meio tempo, meu computador quebrou, decidimos doar os móveis e pintar a casa. Está tudo de pernas pro ar, mas acho que a melhor maneira de honrar o meu pai é seguindo em frente. Das culpas que ele carregou, empacar nossa vida não será jamais uma delas. Que esse seja um símbolo a nos fortalecer na caminhada. Ele nos amou muito e sempre quis nos ver seguindo em frente, crescendo e conquistando coisas. Conosco não vai tristeza, vão só as memórias e ensinamentos. Se existe mesmo um pós-vida e nossa alma fica em algum lugar, espero que ele possa ouvir muita música e descansar a cabeça. Eu te amo, pai, e daqui pra frente vou dar o meu melhor, pra que onde quer que estejamos, eu tenha a certeza de que você estaria orgulhoso de mim se me visse. Agora descansa; descansa, porque você viveu demais em pouco tempo. Que esses 48 anos tenham valido uma vida inteira...

I must be strong
And carry on
'cause I know
I don't belong
Here in heaven

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By Shana • terça-feira, 12 de dezembro de 2017 • 8 ComentáriosLink to this post

Acabou Novembro, e o que aconteceu?

Saudações, meus caros leitores! Faz algum tempo que não faço uma atualização mais pessoal - culpem o cansaço, a preguiça, a falta de vontade, qualquer coisa. O ponto é que nesse tempo muita coisa aconteceu, e embora eu tenha comentado sobre algumas num post recente, deixei muita coisa de fora e queria detalhar umas coisinhas também. Então vamos de post pessoal hoje, que eu preciso botar umas coisas pra fora também.
Pra começar com uma coisa bem boba, no fim de setembro eu cortei meu cabelo para doar. Faz alguns anos que eu tenho usado meu cabelo curto, e eventualmente comecei a deixá-lo na altura dos ombros. Como em Abril eu tinha a festa de formatura da facul, resolvi deixar as madeixas crescerem, pra caso resolvesse fazer algum penteado, etc. Adorei o cabelo comprido, mas por mais lindo que ele fique (porque os cachos ficam mais definidos e tal), é trabalhoso mantê-lo grande - demora pra lavar, demora pra secar, demora pra arrumar... Contudo, eu sempre quis doar cabelo - primeiro porque não tenho dó alguma de cortar, e segundo porque sempre que posso fazer algo bom, faço. Assim, deixei meu cabelo crescendo até o finzinho de setembro, quando finalmente pude passar a tesoura. Não deu muito, foram só os 15cm necessários mesmo (parece que o mínimo é 10). Acabou que tive uns problemas técnicos - vulgo um problema que desenvolvi na planta dos pés e que me impede de andar sem sofrer de dor - e eu não consegui levar em nenhum posto de doação; as madeixas estão guardadas, no entanto, e pretendo encaminhá-las em breve!
Daí, bom, pra resumir: o cabelo que estava no meio das costas foi parar no pescoço e eu fiquei felizona com minha liberdade capilar. Cortei reto pela primeira vez e ele não virou uma pirâmide, então terminei super satisfeita. 
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By Shana • sexta-feira, 1 de dezembro de 2017 • 4 ComentáriosLink to this post


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